Tipos de drogas:

 

ir para:

 
 
MACONHA

É a droga mais comum, quase sempre a primeira experiência com tóxico. É encontra-da normalmente sob a forma de cigarros, os “baseados”, podendo também ser fumada em cachimbo. A Cannabis Sativa, seu nome cien-tífico, contêm uma subs-tância, o THC, que é capaz de atuar no sistema nervoso central interferindo na produção e transmissão de mensagens para o resto do corpo. Os usuários descrevem sensações que vão da enforia à apatia. Relaxante muscular e depressora do sistema nervoso, ela provoca uma sensação de bem-estar e uma alteração da percepção do tempo. Pode provocar a diminuição gradativa dos reflexos e capacidade de concentração e rendimento de trabalho. Em casos de uso prolongado pelo homem pode provocar a diminuição de espermatozóides. Na mulher, pode trazer alterações hormonais.

 
MDMA

O MDMA (Metileno Dioxo Met Anfetamina), conhecido popularmente como Ecstasy foi sintetizado e patenteado por Merck em 1914, inicialmente como moderador de apetite. Além de seu efeito alucinógeno, caracterizado por alterações do tempo, diminuição da sensação de medo, ataque de pânico, psicoses e alucinações visuais, provoca efeitos estimulantes como o aumento da freqüência cardíaca, da pressão arterial, boca seca, náusea sudorose e euforia. Em resumo o MDMA é a droga que, além de produzir alucinações, pode também produzir um estado de excitação, o que é duplamente perigoso. (Ver também: “ECSTASY”).

 
MERLA

É uma variação da pasta de coca, da qual se origina também a cocaína e o crack. A merla é um produto grosseiro, obtido das pri-meiras fases de separação da cocaína das folhas da planta. Tem uma consistência pastosa, cheiro forte e apresenta uma tonalidade que varia do amarelado até o mar-rom, dependendo do “fabricante”. Embora menos potente, tem efeitos destrutivos parecidos e até maiores que os do crack.
Normalmente é consumida junto com a maconha, mas também pode ser fumada com tabaco ou pura. Seus efeitos duram cerca de quinze minutos e podem ser mais bem definidos por um dependendente. “A primeira sensação é de bem-estar. Você parece que está nas nuvens e todos os problemas desaparecem. Depois uma inquietação toma conta do corpo da gente. Você se sente nervoso, agitado. Parece que todos estão te olhando. Você sente medo, vontade de se esconder, e foge. Foge de si mesmo, até a onda passar ou começar tudo de novo”, diz ele, relatando as alucinações que vivencia. O problema é que, em função dos produtos químicos utilizados na sua fabricação, a merla não apenas alucina, mas corrói o organismo.
É uma das drogas mais consumidas no centro-oeste do Brasil, principalmente em Brasília. Surgiu como uma opção barata ao crack, já que custa metade do preço, mas acabou viciando usuários das classes média e alta.

 
MESCALINA
A mescalina é o principal alcalóide do cacto “peyotl”, que é encontrado no norte do méxico, e que provoca seus efeitos mais fortes e muito semelhantes aos do LSD-25. Há milhares de anos já era costume dos indígenas mexicanos fazerem a mastigação de rodelas secas do “peyotl”, em cerimônias religiosas. Em 1918, nos Estados Unidos, foi fundada a Igreja Nativa Americana, onde o cacto, em rodelas, faz o papel da hóstia católica, e para isso, há uma licença especial do governo.
Os espanhóis, ao conquistarem a nova terra, tentaram fazer com que os indígenas deixassem o hábito milenar de mastigar o cacto sagrado, usando, para isso, a palavra de seus missionários. No início do século XIX, os apaches e comanches levaram para os Estados Unidos o culto do “peyotl”, e daí se expandiu, chegando até o Canadá, apesar da oposição do governo americano, que lhe atribuía efeitos perniciosos.
A mescalina, atuando sobre o sistema nervoso central, é cerca de 4 mil vezes mais fraca do que o LSD, mas assim mesmo tem efeito muito semelhante ao do LSD-25, causando visões com muitas cores e grande êxtase íntimo, alterações no tempo e no espaço e sinestesias. Para algumas pessoas seus efeitos tem um aspecto místico, o que as faz pensar estarem em contato direto com Deus. Mas também, como o LSD-25, pode provocar uma viagem sem volta, pela loucura ou pela morte. Alguns médicos têm usado a mescalina para tratamento mentais graves, como a esquizofrenia, mas sem muito sucesso.
 
METADONA
A metadona diferencia-se dos derivados do ópio pelo fato de ser um produto apenas de indústria química (e não de planta natural) e de ser ativo também por via oral.O cloridrato de metadona, produzida em laboratório, em forma de cápsulas de 10 miligramas, é a principal substância usada atualmente no tratamento da dependência da heroína. Ela é chamada de antagonista opióide, por agir nos receptores do cérebro combatendo a necessidade de consumir outros opiácios, sem causar os mesmos efeitos psicotrópicos ou provocar dependência. A dose é reduzida aos poucos, até a “cura total” do vício.
O principal uso da metadona, ainda, é o tratamento de dores de pacientes de câncer, como substituto da morfina. Porém, ela ela também é uma droga, pois cria dependência e tem alta toxicidade.
Por outro lado, pesquisas atuais, estão indicando que mesmo sendo um opiáceo de baixa potência, a Metadona também pode provocar dependência em certos casos.

 
METANOL

É um álcool obtido da destilação da madeira. É incolor. tem sabor e odor desagradáveis, porém, com destilação maior, torna-se quase inodoro. Ele é encontrado e usado na composição de algumas bebidas alcoólicas, principalmente whisky, em ambientes como boites, bares, discotecas, praias. Muito usado na fabricação de whisky falsificado. Os sintomas da intoxicação aguda são: visão nebulosa, obscurecida, com manchas amarelas, e, as vezes, cegueira completa. Do sistema nervoso central: depressão, confusão mental e coma. Sintomas cardíacos graves, como: diminuição dos batimentos cardíacos, depressão miocárdia, choque e morte. E, ainda, alterações gerais: dor de cabeça vertígens, náuseas e vômitos, dores estomacais, fraqueza. Os riscos pela ingestão também são muito graves, mas desde que diagnosticado precocemente e tratado adequadamente, pode-se esperar a sobrevivência do usuário.

 
METEDRINA

É uma versão bem mais forte da Benzedrina e da dexedrina; pode ser engolida, inalada ou injetada, sendo um estimulante poderoso do sistema nervoso central. Os que a usam por tempo prolongado ou em doses elevadas podem tornar-se paranóicos ou psicóticos, além de sofrerem distúrbios mentais, e até completa perda de memória. As “bolinhas” de Metedrina causam, inicialmente, euforia e excitação, e o uso contínuo acarreta dependência psíquica, sendo que o período de falta da droga torna-se psicologicamente insuportável.

 
MORFINA
Principal alcalóide do ópio (na concentração média de 10%), substância extraída de papoula. Em termos médicos, a morfina é usada para aliviar a dor, e, nisso, age de modo perfeito. Usada desse modo, sob rigoroso controle médico, raramente provoca dependência. Mas administrada à pessoas que não estejam sentindo dor, inicialmente produz um entorpecimento agradável, seguido de medo, náusea e vômito. Pode ser aspirada, injetada ou fumada. Cria fácil dependência física e psíquica e, ao primeiro sinal de abstinência, provoca reações violentas no organismo: calafrios, náuseas, câimbras, tremores e fortes dores no corpo. Provoca, ainda, impotência sexual, queda de cabelos e rugas.
A pessoa só se torna viciada depois de semanas de uso pesado. É uma droga de uso restrito aos hospitais e os dependentes são na maioria médicos, ou ligados a área de saúde, principalmente nas grandes cidades.

 
 
   

voltar | topo