Tipos de drogas:

 

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ÔMEGAS

São gorduras encontradas nos peixes de águas profundas e geladas, como arenque, salmão, bacalhau. Há 15 anos, pesquisadores constataram o baixo índice de problemas coronarianos entre os esquimós e concluiram que a causa estava na principal fonte de alimentação desses habitantes do Pólo Norte. Estudando os peixes da região, encontraram esse tipo de gordura e descobriram que, quando ingeridas em altas doses, elas baixavam a pressão arterial de hipertensos. Ocorre que os ômegas têm sido mais discutidos do que consumidos. Seus efeitos colaterais continuam sendo estudados. Por enquanto o que se sabe é que podem diminuir a resistência às infecções. Mas o pior efeito colateral é no bolso mesmo - para obter o efeito desejado são necessárias cerca de 16 gramas por dia. As cápsulas brasileiras à venda, no entanto, têm apenas 300 miligramas. Mais recentemente uma grande indústria laticínia passou adicionar, num determinado tipo de leite, certas doses de ômega. Houve reações a favor e contrárias à iniciativa.

 
ÓPIO

O primeiro tóxico a ser usado na face da terra. O ópio natural (vegetal) e seus derivados são drogas destiladas do suco extraído do fruto imaturo da papoula que, depois de refinadas, servem para a manufatura de remédios considerados como narcóticos ou entorpecentes, isto é, drogas que produzem sono ou torpor. As drogas sintéticas chamadas opiáceos são também classificadas como narcóticos. O ópio, durante dois milênios, ocupou um lugar primordial como medicamento importante por suas propriedades analgésicas, antidiarréicas antitussígena e euforizante, porque não havia outras drogas com essas propriedades. Na década de 1920, todavia, a droga foi proibida, em virtude do uso abusivo e dos problemas que causava.
Reduz a capacidade de trabalho e provoca enfraquecimento físico. O farmacodependente fica preguiçoso e sem ambição, magro, fraco, não tem mais desejo sexual. A droga acarreta ainda tolerância e, através desta, desenvolve a dependência física: o indivíduo precisa tomar a droga sempre, aumentando progressivamente as doses; a interrupção ou a abstinência produz tremores, vômitos, diarreia, dores por todo corpo, delírio, excitação e colapso. Ver também “OPIÓDES”.

 
OPIÓDES

Os opióides formam um grupo de substâncias naturais ou sintéticas derivadas do ópio que é obtido da papoula. O ópio contém mais de 20 alcalóides (substâncias ativas). Os alcalóides encontrados na planta, como a morfina e a codeína também são conhecidos como opiáceos.
O opióide mais comumente abusado no Brasil é a codeína ou agentes correlatos, encontrados como remédios para dor, diarréia ou contra a tosse.
Os opióides são depressores do sistema nervoso central, causando sono, depressão do centro de respiração (até parada respiratória), podendo ainda causar diminuição dos batimentos cardíacos e da pressão arterial. Além disso, ocasionam efeitos sobre o comportamento, às vezes sendo euforizantes e, por isso, usados abusivamente. A injeção intravenosa rápida de um opióide produz calor na pele e sensações no baixo ventre, semelhantes a um orgasmo sexual. Esta sensação dura 45 segundos. Forte dependência física e psicológica. Se o dependente parar de usar a droga, surgem sintomas de abstinência, os quais raramente representam risco de vida, mas aumentam imensamente o comportamento de procura por mais droga. (Ver também “ÓPIO”).

 
 
   

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