Muitas vezes nossas reuniões de
grupo não conseguem seus objetivos. Há certas
regras para o diálogo em grupo que precisam ser levadas
em consideração.
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A eficácia
de um estudo em grupo supõe que cada um dos participantes
procure guardar sua originalidade, aceitando que suas idéias
possam ser questionadas pelos outros.
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Quem participa de
um grupo, como ponto de partida aceita não ser mais
o mesmo completamente. Aceita mudar, se necessário.
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Será fundamental
não camuflar as divergências e as oposições.
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É importante
que o coordenador tenha a habilidade de discernir o "nó
de uma questão" e as linhas divergentes nas abordagens
do assunto.
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Em todo caso, respeitar-se-á
o outro tal qual é. Nos grupos há muita divergências,
mesmo dentro de um mesmo objetivo.
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A imposição
de idéias quebrará a construção
do diálogo num grupo ou entre pessoas.
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Saber ouvir, nunca
falar quando alguém está usando da palavra.
É importante ouvir o que o outro tem a dizer.
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Esperar que o outro
diga tudo o que tem a dizer e não cortar seu pensamento
antes do tempo.
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Respeitar a pessoa
e a sua opinião, mesmo se diz alguma coisa que nos
choca e que sabemos estar incorreta.
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Depois que tivermos
ouvido tudo, podemos pedir a palavra e, calmamente, se possível
sem emoção ou exaltação, dizer
com palavras certas e firmes nossa própria opinião,
sempre com carinho, embora com energia. Nunca reagir sem primeiro
tentar fazer o esforço de se perguntar o motivo de
tais posições. Enquanto alguém fala não
posso começar a pensar em argumentos que destruirão
seu ponto de vista.
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Supõe-se
que os participantes de um grupo tenham boa vontade. O respeito
mútuo será fundamental. Se for necessário
corrigir, haveremos de fazê-lo sem omitir nada do que
pensamos ser verdadeiro.
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Antes de falarmos
qualquer coisa numa reunião, será importante
refletir se aquilo que queremos falar interessa aos participantes.
Importante também é não monopolizar a
palavra. É sempre desagradável quando uma pessoa
fala muito tempo e se serve do grupo para uma tribuna de seus
próprios interesses. Tais pessoas se tornam um peso
muito grande em certas reuniões, para não terem
que suportar discursos intempestivos ou manifestações
elevadas de egoísmo e interesse meramente pessoal.
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Nunca devemos recusar
ao grupo a riqueza de nossas experiências; algumas vezes
seja por medo ou superioridade, deixarmos de dizer o que vai
por nossa mente, privando o grupo de um enriquecimento maior.
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