Siga sua intuição
Ao participar de uma reunião
em grupo determine quando quer falar ou permaneça em
silêncio. Procure, em depoimento, transmitir o que lhe
parece importante no momento, tendo em vista o assunto em andamento
e suas necessidades. Procedendo desta maneira, você vai
se conscientizar de que está em você a livre decisão
e a responsabilidade de utilizar este tempo da maneira que o
fizer. Vai doer apenas em você se deixar de aproveitar
este momento.
Não se preocupe em agradar aos
outros com o que você vai dizer. Diga simplesmente o que
você considera necessário e importante para si
mesmo. Os outros também seguirão as suas intuições
e poderão dizer se pensam diferente.
Não fique ausente
Um "ausente" não perde
apenas a possibilidade de realização própria
dentro do grupo, como também significa uma perda para
o grupo todo. Impossibilitado de participar de uma discussão,
sentindo-se entediado, com raiva, procure interromper e colocar
seus sentimentos. No momento em que se consegue superar uma
interrupção dessas, ou se recomeça a discussão
com maior clareza ou se parte para um assunto de maior importância.
Seja direto
Se quer comunicar alguma coisa a alguém
do grupo, dirija-se diretamente a essa pessoa, mostre-lhe com
o olhar que é à ela que você está
se referindo. Não fale com terceiros sobre um outro e
também não fale para o grupo quando, na verdade,
está se dirigindo a uma pessoa em especial.
Use "eu" no lugar
de "nós" ou "a gente"
Evite falar em nós ou na gente
pois você pode estar se escondendo atrás dessas
palavras, não querendo arcar com a responsabilidade do
que está dizendo. Mostre-se pessoalmente, fale "EU".
Além de tudo, se você usar "nós"
ou "a gente" estará envolvendo outros sem saber
se eles concordam com o que está sendo dito.
Dê sua opinião,
evite perguntas
Quando fizer uma pergunta, esclareça
porque a está fazendo. Perguntas, muitas vezes, são
um método de não se mostrar a si próprio
ou a sua opinião. Além disso, perguntas podem
soar como inquisidoras, muitas vezes são isso mesmo,
e acabam encurralando o outro. Expressando sua opinião
claramente é muito mais fácil para o outro associar-se
ao seu modo de pensar.
Experimente novas posturas
Indague-se: Relevo em minha postura
o que realmente quero transmitir, ou na verdade gostaria de
portar-me de maneira diferente?
Procure, algumas vezes, experimentar
novas posturas. Arrisque-se aos arrepios que isto causará,
eles são um bom sinal de que você de fato está
experimentando uma nova postura.
Atente para os avisos de seu
corpo
Para descobrir o que você no momento
realmente sente e quer, ouça o que diz o seu corpo. O
corpo pode contar, muitas vezes, mais sobre nossos sentimentos
e necessidades do que a nossa cabeça.
Forneça "feed back"
- retornos
Se a postura de um companheiro do grupo
lhe causar sentimentos agradáveis ou desagradáveis,
comunique isso logo a ele, e não mais tarde, a um terceiro.
Ao dar "feed back", fale simplesmente dos sentimentos
que o comportamento do outro desencadeou em você. Tente
descrever a ação do outro de maneira concreta
e precisa para que ele possa entender qual o comportamento que
causou em você tais sentimentos. Deixe em aberto a questão
de quem é o "culpado" dos sentimentos que você
sente. Você não precisa para isso, de fatos, objetivos
ou de provas, seus sentimentos subjetivos são o bastante,
pois você tem direito inalienável a eles.
Receba "feed back"
retornos
Se receber resposta sobre o que falou,
não tente logo se defender e nem esclarecer as coisas.
Saiba que não estão sendo passados fatos objetivos,
isso nem é possível, mas sim sentimentos subjetivos
do outro. Alegre-se que o seu interlocutor fale de seu problema
à você, o problema que ele tem com você.
Procure ouvir calmamente, para poder verificar se de fato está
entendendo o que ele está lhe dizendo.
Falar um de cada vez
Apenas um deve falar de cada vez. Quando
várias pessoas querem falar ao mesmo tempo é preciso
encontrar uma alternativa para essa situação.08