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ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO DOS GRUPOS DE APOIO.

O que fazer nas reuniões do grupo?

A base de toda proposta dos grupos de ajuda mútua da Cruz Azul é a Palavra de Deus e a pessoa de Jesus Cristo. Ela é a fonte de reflexão, estudos e orientações para uma vida saudável e abundante. A Bíblia é a verdadeira solução para vencer e libertar as pessoas da tóxico-dependência, e promover a união da família, reestruturação e reintegração social do indivíduo. Além disso, cada reunião poderá ter testemunhos e o compartilhar de vidas e experiências na luta contra a dependência, notas e informações científicas sobre as mais variadas substâncias psicoativas lícitas e ilícitas, bem como todo ensinamento sadio que busque ajudar, recuperar, apoiar e promover um estilo de vida saudável, tanto aos dependentes como para seus familiares. Também haverá momentos de louvor, adoração e de oração a Deus.

Onde e quando fazer essas reuniões?

Nossa sugestão é você descobrir um lugar propício para diálogos e para comportar um certo número de pessoas. Combinar o dia e o horário dos encontros, definir o responsável, divulgar e aguardar com o coração cheio de amor. Participar ativamente de um Grupo de Apoio é um trabalho duro, mas compensador. Devido a experiências um pouco frustrantes, recomendamos que não se realize reuniões do Grupo em casas de familiares, pois isso fará com que o Grupo de Apoio se torne mais um grupo social do que de trabalho, o que não vem a ser seu objetivo. (Mas, se realmente não há outro meio, tudo bem). Cada um encontrará bons amigos no Grupo, o que vem a intensificar o relacionamento social fora do mesmo.

O que é necessário fazer para participar?

Se você for confrontado com esse tipo de pergunta diga que a única observância é que o interessado tenha disposição em receber ajuda, e tenha o sincero desejo de renunciar e se libertar das substâncias químicas ou etílicas as quais está dependente. Diga que ele pode ver na pessoa e na vida de Jesus Cristo, o médico dos médicos, e no estudo da Palavra de Deus a verdadeira terapia de libertação, obter paz com Deus, consigo mesmo, com os outros e partilhar eternamente dessa alegria no céu.

Embora essas reuniões sejam dirigidas prioritariamente ao dependente e a sua família, no entanto, dada a importância dos temas tratados, estão abertas à qualquer pessoa interessada. Afinal, hoje, ninguém está a salvo do contato com esse problema. E prevenir, ainda é melhor do que remediar.

Claro que sempre se espera que o interessado, e em especial o dependente, esteja com o coração aberto, pronto a encontrar uma nova oportunidade de vida. E que o mesmo se conceda a opção de ter direito a viver uma vida saudável sob a graça e o amor de Deus. Mas nem sempre isso acontece. Muitas vezes o dependente é resistente, principalmente se foi forçado a participar por seus familiares.

Precisamos ter maturidade para enfrentar tal situação, e procurar alcançar até mesmo esse que não admite estar dependente ou ainda aquele que realmente não esteja enfrentando diretamente o problema mas que sinta a necessidade de informações ou que apenas deseja conversar com alguém. O Grupo de Apoio pode tornar-se assim um grupo de ajuda mútua. E sempre é uma porta aberta para que qualquer pessoa tenha acesso à ouvir o Evangelho renovador de Jesus Cristo.

Como são as pessoas dependentes?

São, normalmente, pessoas que fazem uso de drogas sofrem de solidão, isolamento, depressão e tem uma auto-estima muito baixa. São em geral imaturas e consideram a substância que usam valiosa, tem um estilo de vida bem estabelecido que necessariamente precisa ser mudado. Isso não se realiza em uma ou duas horas de terapia individual, mas num longo conjunto de abordagens que resultam numa mudança de estilo de vida e na busca constante do relacionamento pessoal com Deus, por meio de Jesus Cristo. Muitos dependentes recebem atendimento em hospitais ou Comunidades Terapêuticas onde existe ajuda disponível durante 24 horas. Outros, são assistidos através do aconselhamento individual ou em grupo, onde dependentes já recuperados podem ajudá-los a enfrentar as tensões da vida diária, interagir com os que os cercam, e a viver sem o produto do qual dependem.

Recepção dos participantes é importante?

Toda pessoa uma vez bem recebida voltará sempre, por isso é importante em todo grupo haver alguém encarregado de receber os participantes da reunião, sejam os já tradicionais e principalmente os novos convidados. Recomenda-se que o (a) recepcionista (se tiver mais do que um, melhor) seja uma pessoa idônea, simpática e com muito amor no coração e visão ministerial no trabalho e objetivos do grupo.

Logo que os "novos participantes" forem chegando, devemos integrá-los ao grupo, para que não só participem, mas tornem-se também futuros líderes e também multiplicadores do mesmo.

O crescimento do grupo é a garantia de minha própria sobrevivência

Mesmo alcançando a auto-suficiência está claro que o grupo tem problemas e dificuldades. Sempre os terá. O grupo reflete a soma de nossas dificuldades individuais, não se faz necessário dizer que problemas é o nosso cardápio predileto, pois se não os tiver, nós, seguramente , os criaremos. Os problemas não são do grupo, mas daqueles que lá se encontram.

Não podemos nos esquecer que o nosso inimigo comum nos espreita em todos os lugares; só com a proteção de Deus e nos mantendo unidos é que resistiremos.

O grupo precisa de dinheiro?

Sem dúvida que o assunto é de natureza muito controvertida.

É muito comum ouvirmos que nosso grupo não precisa de dinheiro, o que efetivamente não corresponde à realidade. Claro que não devemos colocar o dinheiro à frente das coisas do grupo, entretanto, não devemos ignorar aparentemente sua necessidade, e sim, procurar administrar nossas necessidades com nossa capacidade financeira coletiva.

A existência de uma caixa de ofertas nas reuniões não irá afastar os participantes do grupo. Quando houver necessidades de algum investimento ou despesa financeira, como impressão de folhetos, compra de literatura de prevenção, convites, participação em cursos de capacitação, ou outras necessidades, o grupo terá os recursos financeiros necessários.

Porque realizar uma reunião somente com os dependentes?

O dependente ao chegar a um grupo em busca de sobriedade e abstinência necessita de um determinado tipo de reunião em que se sinta à vontade. Quando assiste uma reunião em que só há pessoas que passaram por tudo aquilo que ele passou, se sente descontraído, e há uma perfeita identificação do recém-chegado com o grupo.

De um modo geral, o dependente, no início de sua recuperação, não se sente à vontade quando a reunião é aberta. A presença de pessoas estranhas, não dependentes, o constrange, e isso é fácil de se entender. O companheiro novo sente a necessidade de poder falar mais livremente de sua vida e seus problemas, sendo compreendido e aceito por todos que o ouvem. As reuniões fechadas - com apenas dependentes - são a melhor oportunidade para tais desabafos. Mesmo assim, devemos levar em consideração que há muita coisa que não deve ser falada, mesmo nessas reuniões.

Há detalhes de nossa vida que, se comentados em reuniões públicas, podem atrapalhar e confundir a recuperação. Devemos ter sempre em mente a importância também de nosso bem-estar individual. O grupo não deve ser usado para tratar de problemas pessoais ou particulares.

Devemos respeitar a finalidade primordial de o grupo transmitir a mensagem. É através do depoimento pessoal e do compartilhar de nossas lutas, problemas, que possibilitamos ao ingressante a sua identificação conosco. É falando de nossa recuperação, de nossas experiências com o amor de Deus que podemos mostrar-lhe que há chance de uma nova vida digna e decente, sem álcool, sem drogas, sem cigarro e sem angústias.

E o que fazer no restante da semana? Será que um dependente ou familiar de um, é suficientemente atendido e acompanhado numa única reunião semanal?

Quanto mais contato se tem, mais ligadas as pessoas ficam ao Grupo. Por isso se possível você pode telefonar durante a semana para ver como estão passando, quais as dificuldades, dar uma palavra de ânimo e coragem. Dessa maneira a comunhão do Grupo se intensifica. Não se surpreenda se os acontecimentos correrem como relâmpagos, nem desanime se andarem em passos de lesma. O importante é começar, perseverar e manter o Grupo funcionando como luz e sal no mundo em trevas. Apesar das desistências que podem ocorrer, perguntas sem respostas, e dificuldades normais de não conseguir agradar e ajudar a todos suficientemente, o caminho é o amor que vem de Deus por meio de Jesus Cristo. Oferecer FOLLOW-UP (seguimento, acompanhamento) em outros programas.

Como a Igreja pode se envolver neste ministério?

Parece-nos importante que toda a Igreja se envolva. O trabalho não pode ser realizado apenas por um grupo de crentes. Também, não se poderá esperar que grandes resultados sejam alcançados se não houver um total empenho de todo o Corpo.

Por outro lado, não comece nada sem ter a certeza de que toda a Igreja está comprometida com a oração. Nesta fase da nossa formação já percebemos a importância e influência que a oração pode ter na reabilitação dos indivíduos e manutenção do trabalho.

Quanto à Coordenação local do Grupo?

É de vital importância, que a coordenação local, fique a cargo de membros de Igrejas Cristãs, comprometidos com o evangelho e abstinentes de álcool, tabaco, e outras drogas. Muitas vezes, e de acordo com o contexto local, o Grupo poderá vir a ser um departamento social, da igreja. Nesse contexto o Grupo de Apoio se apresenta como uma grande estratégia missionária para a Igreja Cristã, pois atinge um público em geral não presente nos nossos círculos de estudo, carente do amor de Deus e dos irmãos.

A função de uma liderança saudável é apoiar espontaneamente o Grupo e suas atividades, manter a harmonia do encontro, manter-se informado da temática e problemática do Grupo, viver a prática do Evangelho, dirigir o diálogo de forma que todos possam participar e principalmente amar ao dependente químico e alcoólico independente de sua situação.

Onde está a coordenação geral dos grupos de apoio?

A fim de um consenso e coordenação homogênea, se propõe que o mesmo fique sob a orientação da Secretaria Geral da Cruz Azul no Brasil, que será apoiada e assessorada pelos coordenadores locais do Grupo e da Igreja, e/ou da Comunidade Terapêutica filiada à Cruz Azul que mais próximo se encontra.

Posso ser membro da Cruz Azul no Brasil?

Toda pessoa que tiver um compromisso claro com o Evangelho de Jesus Cristo, estiver abstêmio um ano, e desejar voluntariamente em seu coração, poderá tornar-se membro efetivo da Cruz Azul no Brasil, assumindo com isso o compromisso de orar, divulgar, ajudar e ofertar uma mensalidade, de valor irrisório, mas que somada vem a servir na manutenção das atividades desta obra de prevenção, ajuda e apoio à dependentes químicos.

Como já comentado não há custos, taxas e cobranças obrigatórias para se participar e receber ajuda num Grupo de Apoio. O item acima se refere somente aos membros. A ajuda e apoio num Grupo é um trabalho voluntário, prestado gratuitamente a qualquer indivíduo, seus amigos e familiares.

Há necessidade de interação entre os diversos Grupos e a Secretaria Geral?

Sim é muito importante que haja uma interação entre os Grupos e também com a Secretaria Geral, de maneira que a mesma possa acompanhar cada Grupo e ajudar onde for necessário. A Cruz Azul através de sua Secretaria Geral estará a disposição para fornecer a capacitação necessária para a liderança do Grupo, tanto em forma de material solicitado como também promovendo cursos, seminários, e ou treinamento e aprofundamento na área da dependência química. Essa interação pode acontecer através de correspondência, visitas e ainda em diálogos por telefone ou e-mail. Queremos caminhar juntos!

Como filiar seu Grupo de Apoio ao trabalho da Cruz Azul no Brasil?

Saiba como aqui.



 

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