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EXEMPLOS DE GRUPOS DE APOIO

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS

Os A.A. são pessoas que se ajudam mutuamente a manter a sobriedade e compartilhar as experiências de seu progresso de recuperação com qualquer pessoa que tenha problemas com a bebida. Não se trata de ajuda clínica ou psiquiátrica, nem de prestar qualquer assistência social ou de benemerência.

Evitando o primeiro gole apenas por 24 horas e renovando este objetivo a cada dia, seus membros controlam a doença preocupando-se exclusivamente com o dia de hoje.

Além da troca de experiências a cada encontro, os membros do A.A. procuram manter-se fiéis ao programa de recuperação "Os l2 Passos", com sugestões a serem aplicadas pelos alcoólicos em seu dia-a-dia. Este programa não se prende a nenhuma doutrina ou ideologia, tanto que é seguido, inclusive por outras irmandades de ajuda mútua. Um grupo anônimo não opina sobre qualquer outra questão política, teológica ou filosófica senão estritamente sobre o problema que é seu propósito resolver.

Uma das preocupações básicas do A.A. é preencher o tempo ocioso do alcoólico. Principalmente o tempo que era preenchido pelas bebedeiras. E preenchê-lo com alguma atividade anti-alcoólica. Por isso, deve haver reuniões de grupos de A.A. com a maior freqüência possível. O alcoólico deve participar delas sempre que puder, sobretudo em épocas mais críticas, quando reacende a voracidade alcoólica. Os A. A., no fundo são um programa de prevenção da recaída.

Nos A.A. também existe uma figura chamada de "Padrinho" (ou "Madrinha"). O Padrinho é um membro dos Alcoólicos Anônimos já experiente na capacidade de evitar a bebida. É uma espécie de irmão mais velho, de amigo qualificado, e se compromete com o novato a estar à sua disposição. Pode ser acordado até de madrugada. Aliás, por experiência própria, o Padrinho sabe que é exatamente nessas horas da noite que as tentações etílicas se exacerbam. Esse Padrinho funciona como uma espécie de amigo e confidente das horas difíceis, o que, todos sabemos, é importantíssimo para todo mundo - alcoólico ou não. Cada membro dos A. A. tem a mais absoluta liberdade de escolher o seu Padrinho. Pode, inclusive, mudar de Padrinho quando quiser, sem dar explicações à ninguém.

Na sociedade humana nada ocorre por geração espontânea, sempre existe algum fenômeno precedente. Antes da fundação dos A.A., já se tinha conhecimento nas Américas dos chamados grupos evangélicos Oxford, (existentes além dos EUA, principalmente na Europa, na Inglaterra, Londres). Os mesmos eram classificados como um grupo elitista e de forte conteúdo religioso. Eles representam uma idéia prévia, uma idéia precursora à dos grupos de A.A. Porém, a idéia de grupos de auxílio mútuo na América foi levada à sua forma atual pelos A.A.

Enfim, essa idéia simples e genial encontrada por Bill e Bob espalhou-se como fogo em capim seco pelos Estados Unidos. Grupos de Alcoólicos Anônimos eram consti-tuídos por toda parte. Dos Estados Unidos, essa idéia alcançou quase todos os países do mundo. Atualmente são milhares e milhares de grupos de A.A. nos cinco continentes.

NARCÓTICOS ANÔNIMOS

Se o anonimato é fundamental para os Alcoólicos Anônimos, será ainda mais fundamental para os Narcóticos Anônimos, por haver freqüente conexão entre droga e transgressão de leis. Assim, os Narcóticos Anônimos não querem saber o quanto de droga era usada, o modo como era conseguida, os comportamentos que despertava. Para ser aceito como membro do N.A, basta uma coisa: querer parar de consumir drogas. Nada além disso.

Não há regras, não há fichas, não há taxas. Não tem caráter religioso, ninguém dá conselhos, ninguém indica tratamentos ou internações. A única orientação é que o indivíduo dê realmente uma oportunidade a si próprio.

As "dependências químicas" para os Narcóticos Anônimos, não são duráveis, só são controláveis. Todos são dependentes em fase de recuperação. Nenhum dependente poderá usar drogas moderadamente. Por isso, para os N.A., as toxicomanias são uma doença tão incurável e progressiva quanto os Alcoólicos Anônimos consideram o alcoolismo.

AL-ANON e AL-TEEN

O Al-Anon é uma irmandade de todos os que convivem com o alcoólico (marido, mulher, parentes e amigos) e que, de alguma forma, têm sua vida afetada. O programa funciona como o A.A., através da troca de experiências.

Para os adolescentes há o AL-TEEN, ramificação do AL-ANON, onde jovens entre 12 e 20 anos se reúnem para dividir experiências semelhantes e típicas desta fase, agravada pela convivência com o alcoolismo.

NEURÓTICOS ANÔNIMOS

Inspirados no sistema de irmandade criada nos EUA, os Neuróticos Anônimos pretendem recuperar pessoas com problemas mentais e emocionais. Nas reuniões são compartilhadas experiências, forças e esperanças para que seus membros resolvam seus problemas em comum e ajudem outras pessoas a também se recuperar da doença através da prática do programa de recuperação de N.A. O único requisito é o desejo real de curar-se.

COMEDORES COMPULSIVOS ANÔNIMOS - CCA

Nos encontros fica claro que a gordura excessiva, em geral, é responsável pela baixa auto-estima, casamentos fracassados, falta de compreensão. Nas reuniões, uma marca registrada: todos são gordos lamentando-se por não conseguir parar de comer.

Inspirada numa outra irmandade criada em 1960 nos Estados Unidos, os CCA acreditam que a obsessão pela comida seja uma doença que pode ser detida seguindo-se o programa de 12 passos de recuperação, adaptado aos eternos famintos.

GRUPOS de AMOR EXIGENTE

Surgiu na década de 70, nos Estados Unidos, por David e Phyllis York, um casal de terapeutas familiares americanos com três filhos, todos envolvidos com drogas. O movimento por eles liderado foi, de certa forma, reacionário, contra a linha extremista de liberalidade e exageros na valorização da criança e do adolescente. A maioria dos profissionais, então seguidores da filosofia "liberdade sem medo", culpava os pais por todos os desmandos dos jovens, deixando, nestes um sentimento de desamparo e confusão.

O movimento rapidamente se fortaleceu e rompeu as fronteiras americanas.

No Brasil o mesmo foi introduzido e divulgado pelo Padre Haroldo J. Rahm, jesuíta nascido no Texas, EUA, e radicado em Campinas, SP, com a Comunidade Terapêutica "Fazendas do Senhor Jesus". A proposta de Amor Exigente está baseada em 12 princípios de relacionamentos entre pais e filhos.

Essencialmente Amor Exigente é uma proposta comportamental, destinada à pais, orientadores e educadores como forma de prevenir e solucionar problemas com os filhos e alunos. Em Grupos de Apoio e Ajuda Mútua, pais e professores são encorajados a agir em vez de só falar, desencorajados de usar violência ou agressividade e levados a construir a cooperação familiar e comunitária.

O objetivo dos Grupos de Apoio Amor Exigente é que os próprios membros participantes se ajudem entre si na tentativa de mudar seus comportamentos e, conseqüentemente, os comportamentos dos seus queridos. São grupos de ação e não de consolação. As reuniões são semanais. Nelas os pais recebem informações, esclarecimentos e são orientados a não aceitar o comportamento agressivo e violento dos jovens. No entender deles, esta não aceitação acaba desencadeando no filho a decisão de mudar de atitude. Fixar limites ou metas semanais, com a ajuda e criatividade do grupo, é o que dá coragem e condições aos pais, para que passo a passo eliminem a inadequação dos filhos.

Faz parte da ética, entre outras, promover a espiritualidade nos grupos de AE respeitando a crença de cada um. O trabalho e a proposta dos Grupos Amor Exigente tem um forte apoio das Comunidades Católicas.

 

 

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