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MODELO DE REUNIÕES (página 3)

REUNIÃO SEPARADA COM DEPENDENTES E FAMILIARES:

Havendo uma boa estrutura de voluntários e de liderança preparada seria importante, periodicamente, promover encontros de forma separada com os dependentes e com familiares. A reunião até pode iniciar de forma conjunta, mas a certa altura fazer a separação. Há uma tendência de tanto o familiar ou dependente se abrirem/falarem mais sobre seus problemas quando estão separados de forma direta de seus familiares. Numa reunião conjunta há uma probabilidade maior de o familiar "abafar" ou "amenizar" o depoimento do dependente. Ou o contrário.

NOITE DE TESTEMUNHOS:

Pode ser programada em duas versões. Uma noite se poderá convidar para que eles tragam sua história de vida/lutas e vitória sobre a dependência. De preferência pessoas com no mínimo 2 anos em abstinência. A outra opção poderá ser ouvir o testemunho de familiares de dependentes, os quais poderão contar um pouco como a vida era antes - com o dependente - e como agora tudo mudou.

REUNIÕES DE INTEGRAÇÃO SOCIAL/CONFRATERNIZAÇÃO:

Periodicamente ou em datas especiais promover um encontro social do grupo, com "comes e bebes". Um almoço, uma janta. Além de se poder angariar algum fundo financeiro para o grupo será uma oportunidade para confraternização, comunhão e integração dos participantes do grupo.

REUNIÃO DA DESCRIÇÃO PESSOAL:

Pede-se que os membros formem pares. Cada pessoa descreve a si mesmo para outro parceiro do grupo, por alguns minutos. O grupo reúne-se novamente. Cada membro, então, apresenta seu parceiro ao grupo e fala por ele, descrevendo características pessoais, uma breve biografia, preferências e antipatias, aspirações, etc. Depois, os membros examinam como lhes pareceu descrever a si mesmo com detalhes pessoais para a outra pessoa e, então, fazer com que aquela pessoa compartilhe a descrição com o grupo.

REUNIÃO COMO UM CURSO DE TREINAMENTO/CAPACITAÇÃO:

Periodicamente deveria se oferecer aos participantes do Grupo, interessados, um pequeno curso de treinamento/capacitação/aprofundamento em certas áreas específicas da dependência química. Tais como: Como lidar com o dependente, co-dependência, prevenção da recaída, comorbidade, aconselhamento, tipos e apresentação das drogas, recaídas, etc... IMPORTANTE: Essa reunião deve acontecer em dia e horário diferente das reuniões do grupo.


REUNIÃO COM USO/ESTUDO DE OBJETOS:

O coordenador da reunião deverá colocar na frente do Grupo, ou de pequenos grupos, pequenos objetos do dia-a-dia, como por exemplo: uma pequena mesinha, uma vassoura, uma bíblia, ou algo que para alguém do grupo seja muito importante. A partir disso procurar desenvolver um diálogo sobre os mesmos. O que eles representam ou significam para cada um. Trazem alguma mensagem ou lembrança em suas vidas.

REUNIÃO DE ESTUDO CIENTÍFICO/APROFUNDAMENTO:

Distribuir aos presentes um pequeno texto, reportagem de uma revista ou livro sobre algum tema ligado ao interesse do grupo. Trabalhar o mesmo. Procurar entender a mensagem e o conteúdo do mesmo. Provocar uma discussão sobre o tema, buscar aplicação para o dia-a-dia.

REUNIÃO DE AUTOBIOGRAFIA:

O alvo é incentivar que cada participante possa expressar de uma maneira diferente, talvez mais profunda, um pouco de sua história de vida. Para isso, cada participante deverá receber uma folha de papel e nela (a partir de um tempo pré-determinado) escrever um pouco da história de sua vida. Para ajudar na elaboração dos depoimentos e forçar certas respostas você poderá sugerir aos presentes algumas perguntas em forma de roteiro. Por exemplo: COMO INTRODUÇÃO: Seu nome? Nasceu aonde? Filho de quem? Mora aonde? Com quem? Trabalha? Estuda?

PERGUNTAS DE APROFUNDAMENTO: Descreva o que você se lembra de sua vida dos 0 aos 5 anos de idade. Depois dos 5 aos 10 anos. Dos 10 aos 15. Dos 15 aos 20. Dos 20 aos 30, etc. É importante forçar à obediência ao texto e a seqüência da ordem cronológica. No final teremos uma história de vida com muitos detalhes. Após o término da tarefa, convide e incentive alguns dos presentes a lerem para os outros colegas a sua própria história. Podem conversar e comentar sobre a experiência. Se não der tempo na mesma reunião, poderá ser numa próxima. Usando essa dinâmica muita coisa virá à tona, sem elas saberem ou terem tido uma intenção direta em divulgar e falar. Isso poderá ser muito útil e usado/trabalhado terapeuticamente no grupo, em reuniões futuras.

REUNIÃO DE AUTO-ESTIMA:

Como normalmente o dependente está com sua auto-estima baixa, é interessante promover ocasiões direcionadas a levantar a moral, auto-estima dos participantes do grupo. Auto-estima é o conceito ou reputação que eu tenho de mim mesmo. Precisamos mostrar o quanto elas, como pessoas são importantes, tem dons, tem vida, pernas, braços, e principalmente são amadas por Deus, o qual ainda tem grandes planos com elas. Para isso poderá trazer/ler alguma leitura/reflexão sobre auto-estima. Um palestrante. Usar as outras opções de dinâmicas e propostas de reuniões citadas anteriormente, mas com um objetivo e propósito definido em levantar/promover a auto-estima do grupo. Que as pessoas saiam dessa reunião sentindo-se mais amadas por si mesmas, por outras pessoas e principalmente por Deus e com esperanças e propósitos de um novo recomeçar e uma nova vida.

REUNIÃO DE EXPRESSÃO DA QUALIDADE/DONS DAS PESSOAS:

Esta proposta é na verdade uma variante da colocada acima. O objetivo desta é conscientizar os membros do grupo a observar as boas qualidades nas outras pessoas. Despertar as pessoas para qualidades até então ignoradas por elas mesmas.

Para tanto se usará papel e caneta. Inicialmente o líder dirá que, na vida diária, a maioria das vezes as pessoas observam não as qualidades, porém os defeitos do próximo. Nesse instante, cada qual terá a oportunidade de realçar uma qualidade de seu colega de grupo.Talvez ele alegará que não o conhece profundamente para tal avaliação. Crie então um espaço de 5 minutos de diálogos entre si, troca de idéias, informações. A seguir o líder distribuirá um papel para todos participantes. Cada qual deverá escrever nele a qualidade que no seu entender caracteriza ou deixou a transparecer de seu amigo/colega de grupo, sentado no seu lado direito. A pessoa não precisa colocar no papel seu nome e nem da pessoa a qual ele avaliou. Após a tarefa realizada, o líder solicita que todos dobrem o papel para ser recolhido, embaralhado e redistribuído entre os participantes.

Feita a redistribuição dos papéis, começando pela direita do coordenador, um a um lerá em voz alta a qualidade que consta descrita no papel, procurando entre os membros do grupo a pessoa que no entender do leitor, é caracterizada com esta qualidade. Só poderá escolher uma pessoa entre os participantes. Ao caracterizar a pessoa deverá dizer porque tal qualidade a caracteriza.

Pode acontecer que a mesma pessoa do grupo seja apontada mais de uma vez como portadora de qualidades, porém, no final, cada qual dirá em público a qualidade que escreveu para a pessoa da direita. Ao término do exercício, o coordenador poderá pedir aos participantes de-poimentos sobre a dinâmica realizada, como eles se sentiram. Se eles concordam com a opinião de seu colega.

 
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