|
|
| O QUE É
DEPENDÊNCIA DE TÓXICOS: |
Num sentido geral ela é caracterizada pela necessidade
incontrolável de prosseguir consumindo uma substância
compulsivamente, apesar dos problemas significativos que podem
surgir, sejam físicos, emocionais, financeiros, etc.
Os tóxicos, agindo no sistema nervoso central,
vão produzir olhos brilhantes, palavras
fáceis, excesso de movimentação, falta
de autocrítica, desinibição, euforia
e sensação de bem-estar físico. Este é
o aspecto exterior do dependente.
Internamente, o problema se apresenta grave:
o sistema nervoso central é atingido.
Atuando sobre o cérebro, as drogas provocam
alteração do funcionamento de todo organismo.
O cérebro ordena um funcionamento mais acelerado
dos aparelhos respiratório e circulatório,
provocando uma sobrecarga nos pulmões
e no coração. A fuga à realidade
vai provocar uma momentânea sensação
de bem-estar que, posteriormente, trará conseqüências
de extrema gravidade.
|
| |
| CARACTERÍSTICAS
GERAIS DA DEPÊNDÊNCIA: |
A dependência
é um grupo de características relacionadas ao conhecimento,
comportamento e pensamento que indicam que uma pessoa não
é capaz de controlar-se no uso de alguma droga. A dependência
é composta por várias características gerais
que não precisam estar todas presentes para que a mesma
se caracterize. Eis as principais:
+ Depois da primeira dose, a pessoa sente vontade de repetir,
mesmo quando prometeu só usar “um pouquinho”.
+ Gasta muito do seu tempo para conseguir, para usar ou recuperar-se
do uso da droga;
+ Intoxicada (sob efeito da droga) ou com sinais de “falta”
da droga nos horários em que deveria estar produzindo (exemplo:
falta ao trabalho porque usou a droga precisa procurar a droga
para sentir-se “bem”).
+ Afasta-se da família, do trabalho ou dos divertimentos
para ficar usando a droga sozinho ou com outros amigos.
+ A pessoa não pára de usar a droga, mesmo quando
sabe que a mesma está lhe fazendo algum mal (físico,
psicológico ou social), porque usa há mui
|
| |
| SINAIS
DE DEPENDÊNCIA |
A dependência, que é sempre conseqüência
do uso exporádico ou freqüente de algum tipo de
produto tóxico que altera o metabolismo do corpo, apresenta
uma série de indicadores para uma possível dependência,
não
necessariamente em sua totalidade.
Eis os principais, normalmente citados:
+ Normalmente, a pessoa sente vontade de repetir, mesmo quando
prometeu só usar “um pouquinho”;
+ Gasta muito do seu tempo para conseguir, para usar ou recuperar-se
do uso da droga;
+ Apresenta-se intoxicada (sob efeito da droga) ou com sinais
de “falta” da droga nos horários em que deveria
estar produzindo. (Exemplo: falta ao trabalho porque usou a
droga ou precisa procurar a droga para sentir-se “bem”);
+ Afasta-se da família, do trabalho ou dos divertimentos
para ficar usando a droga sozinho ou com outros amigos;
+ A pessoa não pára de usar a droga mesmo quando
sabe que a mesma está lhe fazendo algum mal (físico,
psicológico ou social), porque usa há muito tempo
ou em quantidades muito altas;
+ Ocorre tolerância, ou seja, a pessoa precisa tomar maior
quantidade de droga para sentir o mesmo efeito das primeiras
vezes;
+ Se a pessoa parar de usar ou diminuir a quantidade de droga,
aparecem sintomas de abstinência, ou seja, o organismo
“sente falta” da droga;
+ A pessoa usa a droga para não apresentar, ou para diminuir
os sintomas de abstinência;
+ Muitas são as substâncias que produzem dependência,
desde os alucinógenos, a cocaína, as anfetaminas,
a maconha, até alguns medicamentos, como calmantes e
as substâncias aceitas pela sociedade, como o álcool
e o tabaco.
|
| |
| DEPENDÊNCIA
FÍSICA e PSICOLÓGICA |
A dependência
é física quando as drogas,
alterando o metabolismo orgânico, obrigam o
usuário a continuar consumindo tóxico;
o corpo desenvolve uma constante necessidade da droga. Caso a
droga não seja ministrada surgirá um conjunto
de reações orgânicas conhecidas
como crise ou síndrome de
abstinência.
Um exemplo deplorável dessa síndrome é o
“delírium tremens” que atinge o ébrio
inveterado, quando se suspende, de súbito,
a bebida alcoólica. Os tóxicos
que criam dependência física, dizemos
que causam “VÍCIO”.
A dependência é psiquica quando o consumo repetido
de uma droga cria o invencível desejo
de usá-la pela satisfação que
produz. A falta do tóxico deixa o usuário abatido,
em lastimável estado psicológico. Este
efeito pode ser reforçado por uma
exigência emocional ou pessoal do dependente. Este
efeito pode também ser reforçado
por uma dependência física, embora possa aparecer
isoladamente. Uma pessoa pode, também,
ser psicologicamente dependente de outras substâncias
que não sejam drogas. Este estado psicológico é
determinante de situações que tornam difícil
o abandono de drogas. Os tóxicos
que criam dependência psíquica, dizemos
que causam ”HÁBITO”, como por
exemplo, a nicotina, os barbitúricos, as anfetaminas, etc. |
| |
| QUAL O VERDADEIRO
PERIGO DAS DROGAS? |
| O maior perigo é
a grande deformação psicológica que
elas criam. Qualquer droga pode dar início a sensação
de liberdade, euforia e até onipotência,
mas com o passar do tempo, o viciado não percebe
que sua vida passa a ter um único objetivo - A DROGA.
E tudo aquilo que ele buscava no início é substituido
pelo tóxico com doses maiores e em intervalos de tempo
cada vez menores. Suas 24 horas do dia só
passam a ter uma busca - A DROGA. É esta deformação
psicológica que o dependente só vai perceber
quando estiver à beira do sanatório
ou a caminho de uma morte sem dignidade, tentando
abandonar desesperadamente a droga sem poder. |
| |
| A DEPENDÊNCIA
É UMA DOENÇA |
O uso contínuo de substâncias tóxicas causam
dependência e com o passar do tempo, acaba por instalar-se
como doença denominada de “dependência química”,
reconhecida pela Organização Mundial da Saúde
como tal.
O valor de conceituarmos a dependência como doença
retira o problema da esfera moral e social. Com freqüência,
as pessoas olham para os dependentes como pessoas fracas, de
pouca força de vontade, sem bom senso e sem sabedoria.
Entretanto, quando a consideramos como doença, podemos
olhar sob outra perspectiva: de que se trata de um transtorno,
em que o portador desse distúrbio perde o controle no
uso da substância, e sua vida psíquica, emocional,
espiriritual, fisica vão deteriorando gravemente. Nessa
situação, a maioria das pessoa precisa de tratamento
e de ajuda competente e adequada.
- É uma doença química: Pelo fato que o
que provoca a dependência é uma reação
química no metabolismo do corpo. O álcool, embora
a maioria das pessoas o separe das drogas ilegais, é
uma droga tão ou mais poderosa em causar dependência
em pessoas predispostas, quanto qualquer outra droga, ilegal
ou não.
- É uma doença interna e não externa: A
causa básica e única é o uso do produto,
mas existem fatores internos inerentes ao organismo, que atuam
ao mesmo tempo direta e indiretamente e que contribuem para
a instalação da doença, provocando uma
predisposição física e emocional para a
dependência. As expressões externas de uma dependência,
como uma série de problemas sociais (pressão de
grupo, moda, fome e miséria), familiares (falta de diálogo
com os pais), sexuais, profissionais, emocionais (ansiedade,
culpa), religiosos, etc., não são as geradoras
da dependência química e sim conseqüências
de um determinado estilo de vida.
- É uma doença de variadas conseqüências:
Como já dissemos, a dependência química
gera inúmeros problemas sociais, espirituais, familiares,
físicos etc.
- É uma doença progressiva: A lógica da
interrupção desse processo destrutivo é
não usar mais a droga, caso contrário a tendência
é piorar com o passar do tempo.
- É uma doença crônica incurável:
Uma vez dependente químico, sempre dependente, indiferente
de estar ou não em recuperação, usando
ou não usando algum tipo de droga. Não há
cura para a dependência; existe sim tratamento com êxito
- contínuo e permanente.
- É uma doença controlável: Mesmo que
não se possa usar o álcool ou outras drogas de
maneira “social” ou “recreativa”, a
exemplo de um diabético que não pode exagerar
no açúcar, o dependente, se aceitar, e realmente
se empenhar no tratamento, poderá viver muito bem sem
a droga e sem as conseqüências negativas do seu uso
freqüente.
- É uma doença que atinge toda família:
Qualquer tipo de comportamento toxicomaníaco tem uma
incidência sobre aqueles que rodeiam a pessoa em causa
e, sobretudo, sobre a sua família, tornando-a co-dependente
do problema. O convívio com o dependente faz com que
os familiares adoeçam emocionalmente, sendo necessário
que o familiar também se trate, e, ao mesmo tempo, receba
orientações a respeito de como lidar com o dependente,
como lidar com seus sentimentos em relação ao
mesmo.
- É uma doença física: Se manifesta pelo
aparecimento de profundas modificações físicas,
alterando o metabolismo orgânico quando se interrompe
o uso da droga. Obrigam o usuário a continuar consumindo
tóxicos; caso contrário, sobrevem uma “crise
ou síndrome de abstinência”. Essas alterações
presentes na “Síndrome de Abstinência”
se manifestam por sinais e sintomas de natureza fisica e variam
conforme a droga. Os tóxicos que criam dependência
física, dizemos que causam/provocam “VÍCIO”.
- É uma doença psicológica: É a
sensação de satisfação e um impulso
psíquico provocado pelo uso da droga que faz com que
o indivíduo a tome continuamente, para permanecer satisfeito
e evitar mal estar, ou seja, quando o consumo repetido cria
o invencível desejo de usá-lo pela satisfação
que produz. A falta do tóxico deixa o usuário
abatido, em lastimável estado psicológico. Quando
privados os dependentes sofrem modificações de
comportamento, mal-estar, e uma vontade irreprimível
de usar a droga. Os tóxicos que criam dependência
psíquica, dizemos que causam/provocam “HÁBITO”.
- Uma doença espiritual: A iniciativa de buscar refúgio
ou prazer em qualquer tipo de droga já caracteriza uma
patologia grave, não só orgânica como também
em relação a própria existência humana.
O abandono dos caminhos de Deus nos afastam do seu amor que
traz a verdadeira liberdade e prazer em viver. Tais estilos
de vida somente nos arrastam e nos prendem ao mundo das dependências,
que só geram dor, sofrimento e desgraça humana.
|
| |
|
|
|