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Cuidados com uso e administração de medicamentos!

As regras que daremos a seguir, constituem um guia para orientá-los sobre o que dizer e como fazer quando for necessário administrar medicamentos para seus filhos.

  • Lembre-se de que vitaminas , aspirinas, novalginas, novatropina, elixir paregórico , etc., são drogas. Não as administre aos filhos sem motivos sérios ou sem orientação médica.
    o Em casa, qualquer medicação deve ser controlada pelos pais. Não estimule seu jovem filho à automedicação e conserve os medicamentos longe do acesso fácil da criança.
    o Dê você mesmo a medicação ao seu filho, de modo que ele a tome em sua presença. Nunca deixe frascos de medicamentos no quarto da criança e permaneça sempre dentro da dosagem (quantidade) recomendada. Em caso de dúvida, verifique com o médico.
  • Não atribua à babá a função de dar medicamentos à criança. No caso de ser impossível evitar isso, escreva claramente as instruções ou a oriente bem verbalmente.
  • Não dê muita ênfase no gosto agradável de certos medicamentos. Ensine a criança desde cedo, a compreender que medicação é necessária para aliviar um mal-estar, a dor ou curar certas doenças, e não uma experiência gostosa como comer uma barra de chocolate ou tomar um refrigerante;
  • O consumo de bebidas alcoólicas é incentivado pela sociedade, a tal ponto de induzir ao “SUCESSO” os seus usuários. O adolescente em busca de auto-afirmação, se identifica com os adultos (o pai, a mãe e outros) procurando fumar e beber, mesmo sem gostar.
  • O uso diário de drogas comuns - mesmo vitaminas e aspirinas deve ser evitado tanto quanto os medicamentos receitados. A criança deve aprender, desde pequenina, que a decisão sobre o seu uso depende do médico ou dos pais, pelo menos até que ela cresça e seja suficientemente responsável para tomar as suas próprias decisões.
  • Faça um exame de consciência sobre o seu próprio comportamento diante da criança. Por exemplo:
    a) Você toma muitos remédios e com muita freqüência?
    b) E você próprio é dependente de alguma droga? (pílula para dormir, tranqüilizantes, etc.).
    c) Você vive dizendo como se sente melhor após tomar essas drogas?
    d) Quando você fica nervoso ou zangado, deixa que o (a) seu (sua) filho (a) o veja procurando ansiosamente o seu comprimido de tranqüilizante ou copo de bebida alcoólica?
    - Se você procede assim, procure mudar sua atitude e comportamento diante desses fatos.
  • Mostre a seu (sua) filho (a) que você é capaz de resistir bem a um certo estado de desconforto ou distúrbio emocional, sem ser necessário recorrer ao uso de drogas a toda hora.
  • A droga não é substituto do amor, do carinho e da afeição. Esses sentimentos ajudam a criança a suportar dores ou doenças sem o emprego de muita medicação e levam-na também a entender que o desconforto e o sofrimento eventuais fazem parte de nossa vida diária. Não existem drogas mágicas capazes de fazê-los desaparecer. Algumas apenas ajudam a suportá-los.
  • Entretanto, as drogas, na atualidade - queiramos ou não - fazem parte de nossa vida diária. Trate-as com o respeito que elas merecem e cuidadosamente, como uma necessidade temporária para corrigir certas condições físicas ou mentais, fora da normalidade.
  • Se você descobrir que seu filho toma medicamentos sem seu conhecimento, encare o incidente de maneira honesta e firme, sem dramatização excessiva. Tente estabelecer bons hábitos sobre o uso de drogas, de modo que seu filho aprenda a ver nelas auxiliares da medicina e não fonte de prazer.
  • Acima de tudo tente fervorosamente dar bons exemplos, através de um modo de vida que desestimule o abuso de drogas. Encorage seu filho a apreciar as coisas boas da vida, procurando experiências válidas e gratificantes. Aliás, ele fará isso mais facilmente se notar que seus pais amam e desfrutam a vida sadia e confortadora, sem estar apelando, a todo instante, para o estímulo químico artificial das drogas.
 

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