Dois sapatinhos por um gole de cachaça!

Na história que passaremos a narrar, podemos ver até que ponto de insensibilidade o álcool pode levar o coração humano que se deixa dominar por ele.

Jesuíno fora bom chefe de família. Sua esposa e seus cinco filhinhos viviam felizes, apesar de morarem em uma simples casinha no interior do estado de São Paulo. As bebidas alcoólicas, porém, começaram a minar essa felicidade, cobrindo com um manto negro a felicidade deste lar.
Certo dia sua filhinha Rosalinda amanheceu com febre. Seu corpinho desnutrido pouca resistência oferecia contra os pneumococos que lhe destruíam os pulmões.

A febre subia rapidamente, e sua mãe, alarmada, mandou chamar o esposo que, no bar já desde manhã, brindava a saúde dos amigos que um a um iam chegando para discutirem os problemas da cidade, da nação e do mundo, esquecendo os seus próprios…O apelo foi feito com veemência: “Jesuíno, sua filha está muito doente e sua esposa pede que você chame um médico para começar um tratamento”. Jesuíno, porém, não podia perceber a gravidade do mal e continuou no bar a brindar a saúde de todos.

No período da tarde, um segundo apelo foi feito. Ele, porém, já não estava em condições de atender. A noite chegou e, em plena madrugada, foi que se lembrou de voltar para casa. As luzes estavam acesas e um movimento anormal se notava. Ao chegar, recebe de imediato a notícia: sua filhinha Rosalinda, de cinco anos, acabara de falecer chamando insistente na sua agonia, pelo seu papai que o álcool lhe roubara.

Mas, o pior estava por acontecer. Aqueles pezinhos que nunca receberam um sapatinho, estavam calçados por mãos caridosas.

As horas iam se passando e, enquanto os vizinhos tomavam as últimas providencias para o enterro, a sede do álcool ia aumentando naquele pai que, a um canto, assistia, apático, a toda a cena. O dinheiro para beber se acabara, e já não tinha crédito nem para mais uma dose. Um pensamento mau brotou em seu cérebro…Arrancando dos pés de sua filhinha aqueles sapatinhos, corre à venda para trocá-los por mais um gole de cachaça…
Maldita é a bebida que tira do homem a razão e traz à sua família a desgraça!

História verídica – Biblioteca da Cruz Azul no Brasil

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