Droga de balada!

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Nas palestras em escolas temos ouvido muitas perguntas e comentários de uma droga que não é desconhecida para os adolescentes e jovens, o MDMA (Metilenodioximentanfetamina), popularmente conhecida como êxtase ou “bala”.

Estudos científicos informam que os usuários do MDMA apresentam elevados riscos de desenvolver distúrbios psicopatológicos, que são classificados como agudos (ocorrem nas primeiras 24 horas depois do uso da droga), subagudos (frequentemente são observados 24 horas a 1 mês depois da ingestão do MDMA) e crônicos (ocorrem após meses). Após o uso da droga ocorrem alguns efeitos indesejados, como elevação da pressão sanguínea e arritmias, náuseas, sudorese, tremores, bruxismo, trismo, hiperreflexia, incontinência, tensão muscular, sensação de frio e calor e nistagmos. Dificuldades de executar tarefas mentais e físicas (70%), diminuição do apetite (65%) e trismo (65%) – constrição mandibular devido à contratura involuntária dos músculos mastigatórios. Constituem os efeitos adversos mais freqüentes. Os efeitos a longo prazo constantemente aparecem após 7 a 9 semanas após o uso crônico do MDMA e incluem anemia aplástica e alterações faciais que são secundárias ao trismo e bruxismo (síndrome temporomandibular, erosão dental e dor miofascial). Um dos efeitos mais marcantes da toxicidade aguda induzida pelo uso do MDMA é a hipertermia ou síndrome da hiperpirexia, quadro clínico no qual o usuário pode chegar à temperatura corporal maior que 43°C e que constitui uma importante emergência médica.
Também o aumento da tensão muscular e da atividade motora, aumento da temperatura corporal, enrijecimento e dores na musculatura dos membros inferiores e coluna lombar, dores de cabeça, náuseas, perda do apetite, visão borrada, boca seca, insônia, grande oscilação da pressão arterial, alucinações, agitação, ansiedade, crise de pânico e episódios breves de psicose. O aumento no estado de alerta pode levar à hiperatividade e à fuga de ideias. Nos dias seguintes ao uso da droga o usuário pode ficar deprimido, com dificuldade de concentração, ansioso e fatigado.
O uso a longo prazo do ecstasy causa muitos prejuízos à saúde. O excesso de serotonina na fenda sináptica provocado pelo uso da droga causa lesões nas células nervosas irreversíveis. Essas células, quando lesionadas, têm seu funcionamento comprometido, e só se recuperam quando outros neurônios compensam a função perdida.

Estudos realizados em humanos consumidores dessa droga comprovam a perda da atividade serotoninérgica, que leva seu usuário a apresentar perturbações mentais e comportamentais, como dificuldade de memória, tanto verbal como visual, dificuldade de tomar decisões, ataques de pânico, depressão profunda, paranoias, alucinações, despersonalização, impulsividade, perda do autocontrole e morte súbita por colapso cardiovascular.

O uso do ecstasy pode causar lesão no fígado, que fica amolecido, além de aumentar de tamanho, com tendência a sangramentos. Dependendo do grau de toxicidade, o quadro evolui para hepatite fulminante, podendo causar a morte caso não haja um transplante de fígado.
No coração, a aceleração dos ritmos cardíacos e o aumento da pressão arterial podem levar à ruptura de alguns vasos sanguíneos, causando sangramentos.
O uso de ecstasy ligado à intensa atividade física (dançar por várias horas) pode causar aumento da temperatura corporal e consequente hemorragia interna, o que pode levar à morte. O aumento da temperatura corporal tem alguns sintomas como desorientação, parar de transpirar, vertigens, dores de cabeça, fadiga, câimbras e desmaio.

Enfim, este tipo de droga não é novidade entre os jovens, mas o fato de cada vez mais estar na boca dos adolescentes é ainda mais preocupante. Por isto cuidado ao aceitar balas em festas… Pais e mães procurem conversar com seus filhos, para que estes saibam dos males do uso de drogas. O conselho mais careta ainda é o mais preventivo: “não aceite nada de estranhos”.

Ícaro Yuri da Silva
Cruz Azul no Brasil

Fontes:
– Brasil Escola: https://brasilescola.uol.com.br/drogas/ecstasy.htm
– Revista de psiquiatria: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-60832008000300002
– Biblioteca da Cruz Azul no Brasil.

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